Uma viagem do governador Cláudio Castro (PL) à Europa provocou uma confusão sobre quem assume interinamente o executivo estadual.
Sem vice-governador – Thiago Pampolha foi para o Tribunal de Contas do Estado – e com o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, afastado, o primeiro na linha sucessória é o presidente do Tribunal de Justiça (TJRJ), Ricardo Couto.
Inicialmente, Couto também viajaria, no domingo (1º), antes de Castro, que viajou na quarta (28), retornar. Com isso, um acordo chegou a ser feito em uma reunião entre Castro, Couto e o presidente interino da Alerj, Guilherme Delaroli, para que o deputado do PL assumisse o cargo até a volta do governador. O encontro aconteceu na terça-feira (27), no Fórum, no Centro do Rio.

A decisão, porém, não tem respaldo legal, segundo especialistas ouvidos pelo jornal O Globo.
Após a repercussão, o Tribunal de Justiça enviou uma nota dizendo que Couto adiou a viagem e que assume o governo a partir desta quinta-feira (29).
Cláudio Castro embarcou para compromissos internacionais e deve retornar apenas em 7 de fevereiro. O g1 apurou que Ricardo Couto viajaria para a Itália e se encontraria com o governador em Roma.
Situação inédita
O revezamento no comando do governo ocorre em meio a um esvaziamento da linha sucessória, com o cargo de vice-governador vago desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha assumiu uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Já o presidente titular da Alerj, deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), está afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Em dezembro, ele ficou seis preso acusado de vazar informações sigilosas da Operação Zargun, que resultou na prisão do ex-deputado TH Joias, suspeito de ligação com o Comando Vermelho.
A Constituição estadual prevê que, na ausência do governador e do vice, o comando do estado cabe aos presidentes da Alerj e do TJRJ.
Com os impedimentos e viagens dos ocupantes dos cargos, o RJ passa a enfrentar uma situação considerada inédita.
Com informações do g1

