Um protesto pela vida das mulheres reuniu dezenas de pessoas na Praia do Forte, em Cabo Frio, na tarde deste domingo (7). A manifestação aconteceu na Praça da Cidadania e integrou a Mobilização Nacional Mulheres Vivas: Basta de Feminicídio, realizada simultaneamente em diversas cidades do país.
O ato teve como objetivo chamar atenção para o avanço da violência de gênero no Brasil, especialmente na Região dos Lagos, apontada como a segunda mais perigosa do estado do Rio de Janeiro para mulheres.
Durante o protesto, os participantes lembraram números alarmantes sobre a violência contra mulheres no país: um estupro a cada seis minutos, um feminicídio a cada seis horas, e mais de 1.000 mulheres assassinadas em 2025, com a maioria das vítimas sendo negras. Além disso, o Brasil lidera o ranking mundial de transfeminicídios, com expectativa de vida de uma mulher trans estimada em apenas 35 anos.

Na Região dos Lagos, manifestantes denunciaram casos recorrentes de agressões, estupros — inclusive contra crianças — e assassinatos de mulheres, que vêm se repetindo semanalmente.
O grupo também protestou contra a falta de políticas públicas de proteção às mulheres e relembrou o episódio ocorrido em julho, quando a Casa de Referência Inês Etienne Romeu, espaço que acolhia mulheres em situação de violência, foi despejada e demolida pela Prefeitura de Cabo Frio, com uso de força policial.
Com faixas, cartazes e palavras de ordem, os participantes pediram justiça, proteção e medidas concretas das autoridades para garantir a segurança das mulheres na cidade e na região.
O ato integra uma série de manifestações que vêm acontecendo em todo o país com o objetivo de fortalecer a luta contra o feminicídio e a violência de gênero.

