O prefeito de Cabo Frio, Dr. Serginho (PL) divulgou um vídeo nas redes sociais nesta sexta-feira (22), anunciando uma série de cortes de gastos por causa da interdição da plataforma flutuante Peregrino, na Bacia de Campos. Cabo Frio é o munícipio mais afetado pela interdição. Com a suspensão da produção nessa plataforma, o município deve sofrer uma queda no repasse de royalties do petróleo nos próximos dois meses, período previsto para a interdição, anunciada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo).
Dr. Serginho anunciou que redução em 20% das despesas orçamentárias. Show e eventos custeados pela prefeitura serão suspensos. A lista de eventos afetados ainda não foi divulgada.
Também haverá redução nas secretarias municipais e cargos em comissão. Não foi informado o número de corte de cargos.

O prefeito disse que o Réveillon está garantido, porque será feito com recursos da iniciativa privada.
“Nós não vamos, de forma alguma, prejudicar os serviços básicos e os avanços que estamos conquistando. Mas é preciso cautela. Não vamos comprometer as contas e as finanças da cidade com o que não é essencial”, afirmou Dr. Serginho.
A plataforma de Peregrino, operada pela Equinor e pela petrolífera Prio, foi interditada pela ANP por causa de problemas relacionados à “documentação de gestão e análise de risco”, além da necessidade de “adequações no sistema de dilúvio”. A Equinor (empresa da Noruega com atuação no Brasil), que possui 60% de participação no campo, já começou a fazer os ajustes necessários. A expectativa é a de que os trabalhos durem entre três e seis semanas. O campo de produção de Peregrino, responsável por cerca de 100 mil barris diários e considerado um dos que mais geram recursos de royalties e participação especial para o município.
Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a paralisação pode durar dois meses. Com isso, os repasses previstos para os meses de outubro, novembro e dezembro sofrerão impacto significativo, assim como a Participação Especial prevista para o fim deste ano.

