Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PL), investigado por um suposto esquema de “rachadinha” na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) foi nomeado subsecretário de Segurança e Ordem Pública de Saquarema.
A nomeação, publicada nesta segunda-feira (13) no Diário Oficial da cidade, foi assinada pela prefeita, Lucimar Vidal (PL). Queiroz vai ocupar um cargo comissionado.
Nem a portaria que nomeou o ex-policial militar nem a lei que estipulou a criação do posto trazem a informação sobre o salário da função, tipificada como um Cargo Comissionado do Executivo (CCE) de nível 15, o mais alto possível para esse tipo de atuação. Tampouco foi possível encontrar no Portal de Transparência da prefeitura, que apresenta problemas para consulta, a remuneração para atividade equivalente. Tomando como referência publicações passadas, no entanto, é possível inferir que Queiroz receberá mais de R$ 10 mil mensais, valor destinado aos nomeados de nível CCE-14.

Em nota, a Prefeitura de Saquarema informou que a nomeação de Fabrício Queiroz para o cargo de Subsecretário de Segurança foi realizada em conformidade com as legislações vigentes. “Queiroz é PM reformado e possui trinta anos no setor de segurança e experiência para exercer o cargo na administração pública”, diz a nota.
Queiroz disputou o cargo de vereador do município durante as eleições municipais, mas não conseguiu se eleger.
Em novembro de 2020, o Ministério Público do Rio denunciou Queiroz, Flávio e outros assessores do filho do ex-presidente por supostos desvios na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). No entanto, a defesa do atual senador conseguiu anular a ação criminal com base em erros processuais, e o mérito do caso acabou nunca sendo julgado.
O ponto de partida do caso das rachadinhas foi um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificou movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão nas contas de Queiroz. À época, o ex-assessor de Flávio argumentou que fazia “rolos” com venda de carros.

