As autoridades do Rio de Janeiro apuram, sob sigilo judicial, uma denúncia grave envolvendo membros da família do ex-deputado estadual Paulo Melo. A investigação teve início após uma jovem de 21 anos, identificada como Maria Clara, procurar a Ouvidoria da Mulher do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) para relatar supostos abusos sexuais que, segundo ela, teriam ocorrido ao longo da infância.
O caso ganhou repercussão depois que a denunciante publicou um vídeo nas redes sociais relatando que os abusos teriam começado quando ela tinha cerca de cinco anos de idade. No depoimento público, Maria Clara afirma que decidiu levar o caso às autoridades após anos de acompanhamento terapêutico e diz que optou por denunciar sem incentivo de terceiros.
Durante o avanço das investigações, novos depoimentos passaram a integrar o inquérito. A mãe e a avó materna da jovem prestaram declarações à polícia afirmando que, à época dos fatos narrados, não houve qualquer sinal ou relato de abuso. Segundo elas, em conversas familiares posteriores, Maria Clara teria reconhecido que a acusação não seria verdadeira. As versões apresentadas estão sendo confrontadas pela Polícia Civil.

Paulo Melo se manifestou por meio de nota, negando as acusações. O ex-parlamentar sustenta que a denúncia teria caráter político e afirma que familiares da jovem confirmaram às autoridades que o relato não condiz com a realidade. Ele também alegou que a neta estaria sendo influenciada por terceiros com interesse em desgastar sua imagem.
Outra manifestação veio da irmã mais velha de Maria Clara, que também contestou publicamente a denúncia. Ela afirmou nunca ter presenciado atitudes inadequadas por parte do avô ou do pai e disse não reconhecer os fatos narrados pela jovem.
O inquérito segue em andamento, com coleta de novos depoimentos e análise técnica do material reunido. A apuração ocorre sob segredo de justiça, garantindo o direito de defesa de todos os citados.

